artigo da semana

-O AGORA É APENAS PARTE DO CAMINHO-

Por Cínthia Cortegoso (cinthiacortegoso@gmail.com)

Uma colaboração de Estênio Negreiros (estenio.gomesnegreiros57@gmail.com)

 

 

A compreensão de que o agora não é o tudo nem o final, e que apenas é mais uma parte da eterna história acalma o coração e ressignifica o caminho para uma vida melhor e mais iluminada. Imagine só se fosse apenas esta existência, ou seja, não haveria entendimento de nada, pois também não haveria explicação para o andamento que a vida propõe. Então, a sabedoria consiste em desenvolver a paciência e a valorização, ou melhor, pacientes conosco e com os outros, e valorizar cada segundo vivido.

 

A partir dessa assimilação, a vivência deve tornar-se mais prazerosa, pois não haverá tanta impaciência em querer fazer tudo hoje ainda, no entanto uma resignação brotará e, naturalmente, um comportamento mais maduro e agradecido estará presente. Dessa forma, a convivência será apreciada, já que quando nos encontramos ansiosos não somos capazes de admirar, desfrutar e não aproveitamos quase nada, porque o agora se enfraquece diante da ansiedade do amanhã.

 

Cada momento vivido é importante; o tempo presente é definitivo e é no agora que direcionamos a nossa vida, somos ao mesmo tempo o veleiro e o velejador. E faz-se tão verdadeiro o ditado: “Quem muito quer... nada tem”. O dia de hoje é o mais determinante, porque é nele que se pode consertar o acontecimento de ontem e preparar o campo para a plantação futura. Quando reconhecemos as inúmeras bênçãos diárias, experiências, crescimentos, sem dúvida, hoje é o nosso grande presente.

 

Da maneira como nos encontramos agora é somente a conseqüência de nossos atos e omissões. Ninguém mais é responsável pela vida que conquistamos, e essa é uma das leis universais, portanto, para todos igualmente, depende apenas do livre-arbítrio. Então, valorizar, vivenciar, de fato, o dia presente é demonstrar sabedoria. Tantas vezes, vivemos impacientes com tudo, nem saboreamos a comida, nem conversamos com calma, nem admiramos os acontecimentos felizes, nem abraçamos demoradamente quem muito amamos. Não realizamos singelos desejos, pois perderemos tempo ‒ equivocadamente assim pensamos.

 

Pois bem, mas nos esquecemos de que quando vivemos com calma e valorização ganhamos integralmente, pois continuamos a existência com liames amorosos e fortes, uma receita perfeita para o proveitoso desenvolvimento na evolução. Na vida, as memórias mais vivas são as felizes e também as que realizamos com tamanha impaciência que nos ferem e que ferimos outros.

 

Se é certo que o agora não é o final, mas uma pequenina parte do caminho, melhor plantarmos, calmamente, mais flores em vez de deixarmos em terra seca. E a vida sempre continua.

 

Publicado na página https://espiritismo-seculoxxi.blogspot.com/ em 04/11/2025.